Fundação Oswaldo Aranha (FOA) recebeu na tarde desta quarta-feira (28), no Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) e no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), a visita de profissionais do Instituto Angolano de Controle do Câncer (IACC), em uma agenda voltada ao intercâmbio profissional e acadêmico, com foco na troca de experiências e no fortalecimento de parcerias internacionais na área da oncologia. A iniciativa reforça o compromisso da Fundação com a cooperação científica, a humanização do cuidado e a formação em saúde, aproximando Brasil e Angola por meio do conhecimento.
A comitiva angolana foi formada pelo físico médico Higidio Miezi Eduardo, assessor de Direção e coordenador de intercâmbio internacional em oncologia do IACC, e por Adelina Virgílio David da Silva, gestora de pessoal do instituto. O grupo esteve acompanhado da médica sanitarista Liz de Almeida, que atua no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui uma longa trajetória no Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Durante a visita, os profissionais conheceram a estrutura do H.FOA, os fluxos assistenciais, os serviços especializados e as práticas voltadas à experiência do paciente oncológico. Para a médica egressa do UniFOA e coordenadora do Programa de Rastreamento do Câncer implantado no Município de Volta Redonda na gestão do Prefeito Antonio Franscico Netto e oncologista do hospital, Luciana Netto, o encontro representou um momento de grande aprendizado mútuo.
“Hoje foi um dia muito especial. Recebemos dois profissionais do Instituto Angolano de Controle de Câncer e essa troca com outros países é extremamente rica. Muitos desafios são semelhantes e, a partir disso, conseguimos discutir soluções, trocar ideias e ampliar nossa visão sobre o cuidado em oncologia”, destacou.
Para Higidio Miezi Eduardo, a visita ao H.FOA superou as expectativas. Segundo ele, a experiência permitiu conhecer um modelo de organização e acolhimento que pode contribuir diretamente para a melhoria dos serviços em Angola.
“Estar aqui no Hospital da FOA é uma experiência muito rica. Vimos um hospital bem-organizado, com fluxos definidos, equipes humanizadas e um cuidado muito acolhedor com os pacientes. Isso impacta diretamente a experiência do paciente oncológico e é exatamente esse tipo de referência que buscamos para fortalecer nossos programas em Angola”, afirmou. Ele também ressaltou o interesse em estabelecer parcerias duradouras. “Queremos construir laços fortes, trocar experiências e, principalmente, levar esse olhar humanizado para o nosso país.”
A gestora de pessoal Adelina Virgílio também destacou a importância da visita, especialmente no que diz respeito à formação profissional e à gestão de equipes.
“Viemos em busca de experiência e parceria. Tivemos contato com exemplos muito importantes que podem ser implementados no Instituto Angolano de Controle do Câncer, tanto na formação de profissionais, como em especializações em oncologia clínica, enfermagem e outras áreas. Além disso, aprendemos muito sobre gestão de pessoas, o que certamente levará reflexos positivos para nossa instituição”, pontuou.
A articulação desse intercâmbio está diretamente ligada a projetos de prevenção e organização da linha de cuidado do câncer desenvolvidos em Volta Redonda. Liz de Almeida explicou que a iniciativa nasceu a partir de experiências bem-sucedidas no município.
“A partir da minha atuação no INCA e da parceria com a doutora Luciana, desenvolvemos em Volta Redonda programas de prevenção e cuidado do câncer que têm apresentado resultados muito positivos. Foi esse sucesso que motivou a vinda dos profissionais angolanos, para que eles conheçam o rastreamento organizado e avaliem como adaptar essa experiência à realidade de Angola”, explicou.
Para o presidente da Fundação Oswaldo Aranha, Eduardo Prado, a visita reforça o papel institucional do H.FOA como um hospital que vai além da assistência.
“Receber profissionais de outro país para compartilhar conhecimento, práticas e experiências é motivo de orgulho. Isso demonstra que o trabalho desenvolvido no H.FOA tem relevância não apenas regional, mas também internacional, especialmente quando falamos de saúde pública, formação profissional e cuidado humanizado”, destacou.
Já o diretor executivo do H.FOA, Leonardo Prado, ressaltou que a troca internacional contribui diretamente para o aprimoramento contínuo da instituição.
“Esse intercâmbio fortalece nossa missão de oferecer uma assistência cada vez mais qualificada e humana. Ao mesmo tempo em que compartilhamos nossas experiências, também aprendemos muito com outras realidades, o que nos ajuda a evoluir enquanto hospital e enquanto equipe”, afirmou.
A visita integra um contexto mais amplo de cooperação entre Brasil e Angola, que inclui acordos entre países lusófonos e iniciativas voltadas à formação de recursos humanos em saúde. A expectativa é que o intercâmbio resulte em futuras parcerias acadêmicas, treinamentos e projetos conjuntos, ampliando o impacto positivo do cuidado oncológico em ambos os países.






