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Presidente da FOA debate formação em saúde e empregabilidade na 8ª Jornada da Trabalhabilidade Symplicity  

Formar profissionais para um mercado em transformação exige mais do que oferecer oportunidades pontuais de estágio ou aproximação com empresas. Para as instituições de ensino superior, o desafio passa também por incorporar a empregabilidade à própria estratégia acadêmica, acompanhando dados, demandas do mercado e o percurso dos estudantes depois da graduação. 

Esse debate reuniu lideranças do ensino superior durante a VIII Jornada da Trabalhabilidade Symplicity 2026, realizada na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Rio de Janeiro. O presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, participou do encontro e apresentou a experiência da instituição a partir do tema “Formação em saúde como estratégia regional”. 

A programação desta edição discutiu como universidades podem transformar ações de empregabilidade em capacidades permanentes da instituição, integrando estratégia, tecnologia, dados, pessoas e processos à jornada acadêmica dos estudantes. 

Entre os assuntos abordados estiveram o acompanhamento de indicadores, experiências desenvolvidas por diferentes instituições de ensino e formas de aproximar a formação universitária das transformações que acontecem no mercado de trabalho. 

Na participação da FOA, o olhar esteve voltado especialmente para a área da Saúde e para a relação entre formação profissional e as necessidades da Região Sul Fluminense. A discussão passou pela integração entre ensino, prática clínica e leitura do território como elementos que podem orientar decisões institucionais. 

“Quando falamos de empregabilidade, não podemos pensar apenas no momento em que o estudante termina o curso e procura uma vaga. Esse processo começa muito antes, na forma como estruturamos a formação, nos ambientes de prática que oferecemos e na capacidade de compreender quais profissionais a região precisa formar”, afirmou Eduardo. 

A atuação da FOA reúne diferentes frentes de educação e assistência, o que permite aproximar a formação acadêmica de cenários reais de trabalho. Na área da Saúde, essa relação passa pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), pelo Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), pela EtecFOA e pelas parcerias construídas com serviços e municípios da região. 

Dentro desse contexto, a expansão do ensino médico e das demais formações em Saúde também foi apresentada como um ativo regional. Mais do que ampliar o número de profissionais formados, o desafio está em compreender de que maneira essa formação pode responder às demandas locais e favorecer a permanência de profissionais qualificados no território. 

“Quando conseguimos conectar formação, assistência e mercado de trabalho, criamos condições para que o estudante encontre oportunidades, mas também para que a região retenha profissionais e fortaleça seus próprios serviços. Isso transforma a educação em parte de uma estratégia de desenvolvimento regional”, destacou Eduardo. 

A Jornada também discutiu o uso de dados para acompanhar a trajetória dos estudantes e egressos e apoiar decisões acadêmicas. A proposta é que informações sobre inserção profissional, demandas das empresas e mudanças nas profissões deixem de ser apenas indicadores isolados e passem a influenciar o planejamento das instituições. 

Para a FOA, essa discussão se conecta a uma trajetória que já envolve ações voltadas à empregabilidade, relacionamento com empresas, experiências práticas durante a graduação e acompanhamento dos caminhos profissionais construídos pelos egressos. 

Ao reunir universidades de diferentes regiões, a VIII Jornada da Trabalhabilidade colocou em debate uma mudança de perspectiva: empregabilidade deixa de ser uma ação desenvolvida apenas perto da formatura e passa a fazer parte de toda a experiência universitária. No caso da FOA, essa construção ganha ainda uma dimensão territorial, ao conectar a formação dos estudantes às necessidades e oportunidades existentes no Sul Fluminense. 

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